quarta-feira, 21 de março de 2012

Revista Quem - 07/03/2012

                 “Paixão é a melhor coisa do mundo”

Em entrevista para divulgar seu novo filme, O Grande Milagre, Drew Barrymore diz que a vida está muito boa e que pretende se casar em breve com o namorado
POR CLEIDE KLOCK, DE LOS ANGELES; FOTOS: GETTY IMAGES, DIVULGAÇÃO
  Getty Images
Drew Barrymore não para de mexer no seu anel de noivado. Durante a rodada de entrevistas para divulgar o filme O Grande Milagre, que estreia nos cinemas na sexta-feira (9), a atriz faz questão de contar que está em uma ótima fase e que pretende se casar com o consultor de arte Will Kopelman, seu namorado desde 2011. “A vida está muito boa, eu me sinto muito feliz”, diz Drew, que pretende se unir ao milionário em setembro deste ano. Antes de Kopelman, ela foi casada com o comediante Tom Green, em 2001, e com o inglês Jeremy Thomas, em 1994. Também namorou o ator Justin Long, com quem contracenou em Amor à Distância, e teve um de seus mais longos relacionamentos (cinco anos) com o brasileiro Fabrizio Moretti, baterista da banda The Strokes. E ela mesma confessa: “Não sei o que aprendi com o amor”. 

De bom humor, ela continua brincando com a joia. “É realmente chique, não é?”, pergunta, mostrando o anel que ganhou no último Natal. De joelhos, Kopelman pediu a mão da atriz em casamento no luxuoso resort de Sun Valley, em Idaho. Logo depois da pequena piada, ela cai na gargalhada, uma de tantas que soltou durante a conversa: “Amo rir, os melhores momentos para mim são aqueles em que as pessoas caem juntas na gargalhada.” O tom fica mais sério apenas quando lhe perguntam se ela já está pronta para ser mãe. “Isso é um assunto só meu”, responde, deixando no ar um certo mistério e atiçando ainda mais a curiosidade dos repórteres a respeito dos rumores de que ela estaria grávida. 

Mas Drew parece não ligar muito para o que os repórteres possam estar pensando. Aos 37 anos e com uma adolescência tumultuada no currículo, recheada de problemas com drogas e álcool, a atriz diz ser uma pessoa muito bem resolvida. Trinta anos depois de sua estreia no cinema, no filme E.T., ela diz que aprendeu a se importar cada vez menos com a opinião alheia e que, por isso, perdeu o medo de assistir aos próprios filmes. “Isso acontecia quando eu era mais jovem e só atuava. Hoje, produzo meus filmes e quem produz tem que vê-los”, diz. “Quando você vai envelhecendo, reflete mais. Para que se preocupar com o que os outros pensam? Não dou nenhuma bola, nem me entrego a pressões bobas. Você tem que apenas se sentir bem consigo mesma.” E sentir-se bem, explica, significa levar uma vida saudável, com uma alimentação rica em legumes, repleta de positividade e autoestima. 

Reprodução
Drew Barrymore em O Grande Milagre, em que vive uma ativista 
MUITO AMORA atriz fala empolgada de sua nova personagem, a ativista ambiental Rachel Kramer. No longa do diretor Ken Kwapis(de Ele Não Está Tão a Fim de Você), baseado em fatos reais, Rachel luta para ajudar baleias que estão encalhadas no gelo do Ártico. O assunto se transforma em comoção nacional depois que o jornalista Adam Carlson (John Krasinski, da série The Office) publica uma comovente reportagem sobre o assunto. “Cindy Lowry (nome da ativista na vida real) é alguém que, além de não dormir e lutar com garra, tem uma grande paixão, aponta o dedo para as pessoas, diz aos governantes o que eles devem fazer. Eu gosto de paixão, é a melhor coisa do mundo”, afirma Drew. 

Durante a entrevista, em Los Angeles, a palavra paixão foi a mais repetida por ela. Logo depois veio o verbo amar: “Amo cachorros, me sinto muito bem com eles”; “Amo isso de poder ter diferentes vidas, fui para o Alasca e vivi como eles, isso é o que mais amo em Hollywood”; “Nunca nadei com baleias, mas as amo e quero que as pessoas as deixem em paz. Já nadei com golfinhos, amei”; “Amo viajar e amo o Brasil”, disse, em uma clara demonstração de que vive uma fase de completa e absoluta paixão.

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