"ÀS VEZES EU ME SINTO UM NOVATO"
Em entrevista para divulgar "Protegendo o Inimigo", filme em que vive um agente da CIA, Ryan Reynolds afirma que ainda hoje se atrapalha nos sets de filmagem
POR CLEIDE KLOCK, DE LOS ANGELES EDIÇÃO: BRUNO SEGADILHA; FOTOS: REX FEATURES, DIVULGAÇÃO

Ryan Reynolds é o tipo de galã que sempre aparece no topo das diversas listas que correm o mundo: os mais lindos, os mais cobiçados ou mais sexy do planeta. Basta olhar suas fotos para saber o porquê. Pois, pessoalmente, seus atributos se intensificam. Do alto de seu 1,90 metro, jeito despojado, meio tímido, barba por fazer e com uma camisa até um tanto amassada para um astro de Hollywood, Reynolds conquista de cara a simpatia dos repórteres presentes à rodada de entrevistas para divulgar o filme Protegendo o Inimigo, que estreia nos cinemas na sexta-feira (16). Ao chegar a um dos quartos reservados para o bate-papo com a imprensa internacional, no Hotel Mandarin Oriental, em Nova York, ele tenta quebrar o gelo: “Foi o Denzel Washington que saiu desta sala?”, pergunta colocando a mão na boca, como se fosse um fã espantado com o que acabou de ver.
Ryan é Matt Weston, oficial novato da CIA responsável por uma casa de segurança máxima da agência de inteligência americana sediada na Cidade do Cabo. Ele precisa proteger Tobin Frost (Denzel Washington), o inimigo que guarda informações valiosas sobre crimes cometidos no mundo. No roteiro original do longa, a história se passa no Rio de Janeiro, mas o diretor sueco Daniel Espinosa explica que o preço do seguro para fazer as gravações no Brasil seria muito alto, por isso ele mudou as locações para a África do Sul.
Para viver o personagem, Reynolds conta que aprendeu a dirigir carros em alta velocidade, passou alguns dias com agentes da CIA e ensaiou coreografias para lutas corporais: “O treinamento para dirigir foi o mais interessante. Testar o limite de velocidade dos carros é algo de que eu realmente gosto. Passar um tempo com o agente da CIA foi intenso. A gente acha que eles são como o James Bond, mas é um trabalho solitário, paga pouco e não tem nenhum glamour”.
Guerra de egos
O ator afirma também que, muitas vezes, na vida real, se sente um principiante, como no caso de seu personagem Weston: “Isso é muito comum. Por exemplo, estávamos gravando na Cidade do Cabo e na primeira cena entrei na porta errada do carro (lá a direção é no lado direito). Às vezes, eu me sinto um novato”, brinca, referindo-se também à admiração que sente por Washington, com quem ele afirma ter aprendido só de olhar, em demonstração de humildade na guerra de egos de Hollywood. “Nunca procurei grandes oportunidades. Sempre comemorei as posições do momento. Quando eu tinha 20 anos e estava fazendo um seriado, era como se tivesse o melhor emprego da vida. Esse tipo de atitude sempre esteve comigo. Acho que isso é bom, não cria expectativa e assim não traz frustrações.”
Atrapalhado ou não, o fato é que Reynolds deixou boas lembranças nos sets, principalmente entre o elenco feminino, que traz Vera Farmiga (Amor Sem Escalas) e a francesa Nora Arnezeder (Paris 36), com quem o astro faz par romântico. “O beijo de Ryan é muito bom!”, derrete-se Nora. Na vida real, quem desfruta dos beijos do ator é Blake Lively, protagonista da série Gossip Girl. Blake estrelou Lanterna Verde com Ryan e o namoro já dura quase seis meses. Algumas revistas americanas destacam que a atriz pensa até em casar, mas ele, que acabou de se divorciar de Scarlett Johansson e pôr à venda a mansão que tinham, diz estar focado no trabalho, que inclui campanhas pela redução da poluição ambiental.
Apesar das atitudes de bom rapaz, o astro quer viver um vilão no cinema. “Hollywood tem um grande interesse em oferecer esses papéis para os caras com aqueles bigodes enrolados nas pontas. Se eu estivesse dirigindo um filme, contrataria o menos provável: Woody Allen”, diz, entre gargalhadas, e deixando escapar ainda que dirigir filmes é um sonho a longo prazo.

Ryan Reynolds vive um agente da CIA em Protegendo o Inimigo

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